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Nova Resende chora a morte do seu prefeito


Em 13/04/2018 - Nova Resende chora a morte do seu prefeito

Prefeito reeleito de Nova Resende, Celson José de Oliveira (PT) foi encontrado morto na manhã de terça-feira, 03 de abril, na sede da rádio comunitária local. Segundo a Polícia Militar, o prefeito foi encontrado com uma corda no pescoço. Ele tinha 39 anos, era casado e pai de dois filhos. Apresentava diariamente um programa na Rádio Onda Minas, que ia ao ar a partir das 6 horas da manhã. Como naquela manhã o programa não entrou no ar, o amigo e ex-vice-prefeito Osmarzinho foi até a emissora, encontrando o corpo do prefeito.

A perícia da Polícia Civil foi acionada e apontou que a morte foi causada por asfixia mecânica, tendo sido aberto um inquérito para apurar o caso. O corpo foi necropsiado após ser levado para o Instituto Médico Legal.

O velório aconteceu na noite do dia 03 na sede da Câmara Municipal e no dia seguinte no poliesportivo da Escola Municipal Mello Viana. O sepultamento foi realizado às 11 horas da quarta-feira, 04 de abril, com grande comoção popular, envolvendo milhares de pessoas do município e região. Dezenas de prefeitos e lideranças políticas do Sul e Sudoeste de Minas também compareceram, além da presença do próprio governador de Minas Fernando Pimentel, acompanhado pelos deputados Odair Cunha (Secretário de Governo) e Ulysses Gomes, recebidos pelo deputado Emidinho Madeira (natural do município).

Celson foi eleito pela primeira vez em 2012 e reeleito em 2016 com mais de 63% dos votos. No ano de 2016, ele chegou a ter a candidatura cassada e a Justiça Eleitoral acabou revertendo a sentença a seu favor em março de 2017. Antes, foi vice-prefeito por dois mandatos, entre os anos de 2005 a 2012. Presidiu a AMOG - Associação dos Municípios da Microrregião da Baixa Mogiana, pelo período de dois meses em 2016. Foi vice-presidente da mesma associação em 2014 e 2017.

O vice-prefeito José Roberto Rodrigues (PT do B) tomou posse como novo prefeito ainda na terça-feira, 03/04, em cerimônia realizada na Câmara Municipal. Foi decretado luto oficial de três dias no município, sendo feriado na terça-feira. O prefeito José Roberto declarou que perdeu mais que um amigo, perdeu um irmão. Revelou que manterá a mesma ideia e mesmos pensamentos dele em favor do povo de Nova Resende.

O prefeito de Muzambinho, Sérgio Esquilo, também decretou luto oficial em seu município nos dias 03, 04 e 05 de abril. Como presidente da AMOG, prefeito Jarbinhas (Guaxupé) emitiu nota de pesar em solidariedade com a dor dos familiares, amigos e de todos que conviveram com Celson nas esferas da vida pública e pessoal.

O deputado estadual Emidinho Madeira, também em nota oficial, lamentou o falecimento da grande liderança de sua cidade. Segundo o parlamentar, além de pessoa muito conhecida e prestigiada em toda a região, Celson era respeitado até mesmo pelos seus opositores, que o viam apenas como adversário político e que sempre pautou a sua vida pública no campo das ideias.

A direção e equipe deste jornal também manifesta profundo pesar pelo ocorrido, lembrando a relação de amizade, respeito e parceria ao longo dos anos.

Nas fotos, um pouco da história do jovem político e liderança que conquistou a admiração de toda uma região.

 

O último adeus...

Minha cidade está em luto. Fechada, completamente.Uma enorme interrogação estampa o rosto de cada cidadão,cidadã de bem. Como é possível???? Há um angústia em cada gesto. A busca de compreensão para a morte amplia-se quando ela é, parcialmente, coletiva. Todos morrem, um pouco, quando um um líder morre. Gera-se um vazio, um não entender que espeta nossa sensibilidade e aguça nossa dor mais intima, a dor da perda, cabal, definitiva.Não cabe recurso. Somos obrigado à aceitação.

Empurra-se goela abaixo a determinante: compreender. Como? Não há lógica nesta circunstância de hoje. Somos todos uma comunidade órfã. Não há lugar confortável neste quadrante de vida, da minha aldeia. A morte está impregnada no ambiente. Há uma comunhão de dor, há luto na esperança. É preciso,se possível, já amanhã,que a reflexão sobre o novo momento seja a preocupação de todos nós.

Se necessário engolir o choro,o soluço.Estamos necessitados de reconstruir a paz. Nossa cidade carece de restaurar a dignidade  construída por famílias honestas e trabalhadoras. É assim que somos. Esta afirmação é taxativa, definitiva. Não podemos aceitar dúvidas. Não é tempo de apurar culpas ou culpados. Muito menos é hora de julgamentos morais ou políticos.

A demanda emergente é de união.Solidariedade.É hora de produzir soluções. É preciso cuidar do amanhã. Somar coragem e multiplicar fé. A convivência da civilidade exige, nestas situações, a derrubada dos muros e a construção de pontes entre as diversas variáveis sociais, Somos uma só gente.Uma comunidade democrática, plural no ecumenismo religioso e político Somos,por outro lado,singulares na preservação de nossos valores,costumes e cultura. Temos a responsabilidade de aprender com a dor, a capacidade de refazer a vida. Quem sabe, seja precisamente isso que esta morte nos sinalize:

A imediata necessidade de construção de um novo tempo. Com mais tolerância, sabedoria, esperança e fé.

Luiz Gonzaga Mineiro - “Luizinho do Lica”


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